MANIFESTAÇÃO PELO DIREITO DE ISRAEL DEFENDER SEUS CIDADÃOS

Repúdio à posição do governo brasileiro sobre o conflito

A sociedade civil brasileira se mobilizará em repúdio à decisão do Itamaraty, expressada na Nota n. 168, em condenar Israel por sua operação em Gaza, sem mencionar qualquer condenação aos milhares de mísseis disparados continuamente desde Gaza pelo grupo terrorista Hamás, endereçados à população civil israelense. Além do mais, critica a decisão parcial de chamar o Embaixador Brasileiro em Tel Aviv a consulta em Brasilia, em uma demonstração diplomática de protesto a Israel, sem qualquer reação semelhante em relação ao Embaixador Brasileiro para a Palestina.

Dia: 30/07 (quarta-feira)
Horário: das 10:00 às 11:00
Local: Em frente ao Palácio do Itamaraty
Contato: (61) 9812-9494 – Kélita

Esta atitude representa um endosso ao terrorismo e à prática de utilizar mulheres e crianças como escudos humanos.

Neste momento milhões de israelenses estão sob a mira dos mísseis do Hamas. Estão dormindo, comendo, trabalhando, enfim, tentando viver dentro de abrigos e bunkers embaixo da terra. Os alarmes soam dias e noites, avisando da chegada dos mísseis do Hamas, impedindo a vida normal dos israelenses que são obrigados a procurar estes abrigos em cerca de 15 segundos antes do possível impacto desses mísseis.

O Hamas recusou a proposta de cessar fogo feita pelo Egito.
O Hamas violou o cessar fogo humanitário pedido pela ONU
O Hamas violou o cessar fogo humanitário pedido pela Cruz Vermelha Internacional.

Israel aceitou e respeitou as 3 propostas. Porém se viu obrigado a voltar a se defender.

O embaixador do Brasil em Israel foi chamado a Brasília para “consulta” – último recurso da diplomacia antes do rompimento de relações diplomáticas.

O embaixador do Brasil para a Palestina não recebeu a mesma convocatória. Não houve qualquer menção dos ataques sofridos cotidianamente por Israel durante longo período, sem qualquer represália.

Qualquer Estado está chamado a garantir a Segurança Nacional, inclusive o Brasil.

Queremos uma Palestina livre do Hamás e do terrorismo.
Queremos a Paz em Israel e em toda a região.

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Antissionismo é antissemitismo

Após o Holocausto, o antigo antissemitismo foi substituído pelo antissionismo. A máscara é nova, mas a alma horrenda é velha conhecida
O debate sobre o Oriente Médio parece atualmente querer regredir ao pré-1947, quando a ONU decidiu dividir a Palestina em dois países, um árabe e um judeu. Aqui e ali, volta-se a negar o direito à autodeterminação nacional do povo judeu em sua terra ancestral.
A tentativa de demonização do sionismo é apenas isto: a negação do direito de um povo à autodeterminação. Nenhum outro movimento nacional sofreu ou sofre essa campanha contrária avassaladora.
É moda dizer que o sionismo e Israel são entidades coloniais. Nem como piada serve. Os falsificadores da história precisariam explicar por que a URSS votou na ONU em 1947 a favor de um “empreendimento colonial”. Votação em que o maior colonizador da época, o Reino Unido, absteve-se. Aliás, a URSS foi o primeiro país a reconhecer Israel.
Nós mesmos somos cidadãos de um país cuja independência foi apoiada pelo Império Britânico. E daí? E daí nada. É comum que nações em busca da autodeterminação explorem as contradições intercolonialistas e interimperialistas.
A divisão de um país em dois aconteceu também em outra descolonização, na mesma época da partilha da Palestina, na joia da coroa britânica, quando Índia e Paquistão viraram dois países. E o critério para a delimitação também foi étnico-demográfico. Incluindo transferências de populações –que hoje viraram sinônimo de limpeza étnica.
O direito à separação de povos e nacionalidades que não desejam viver juntos foi também assegurado, mais recentemente, no desmembramento da ex-Iugoslávia e na extinção da Tchecoslováquia.
Os argumentos deslegitimadores do sionismo mal disfarçam o preconceito e a discriminação.
Guerras têm vencedores e perdedores. O final da Segunda Guerra Mundial assistiu a dramáticos e trágicos deslocamentos populacionais, consequências de realidades produzidas no campo de batalha.
Um caso bastante conhecido é o palestino. Infelizmente, até hoje os palestinos pagam a dívida que seus líderes de então contraíram, ao aliarem-se à Alemanha nazista. Países árabes também invadiram o nascente Estado judeu logo após sua independência, em 1948.
Outro argumento contra o sionismo é que os judeus não seriam um povo, mas apenas uma religião.
Cada nação deve definir sua identidade. Se judeus definem-se por uma religião (o judaísmo), uma língua (o hebraico) e uma terra (Israel), ninguém tem nada a ver com isso.
Imagine-se o escândalo se Israel mudasse de nome, para “Estado Judeu de Israel”. Mas não ouvimos reclamações contra, por exemplo, o “Islâmica” em “República Islâmica do Irã” ou “Árabe” em República Árabe do Egito.
O sionismo foi e é apenas isto: a expressão moderna da autodeterminação nacional judaica. E Israel surgiu na descolonização no pós-guerra, beneficiado pelas alianças corretas na vitória sobre o nazismo. Essa é a verdade histórica.
O único caminho para a paz é o reconhecimento das realidades históricas e a divisão em dois países por critérios demográficos. Dois Estados para dois povos.
O antigo antissemitismo saiu de moda após o mundo ter descoberto o Holocausto. Foi substituído por uma nova forma de discriminação: o antissionismo. A máscara é nova, mas a alma horrenda é velha conhecida. Uma verdadeira aberração.
CLAUDIO LOTTENBERG é presidente da Confederação Israelita do Brasil(texto publicado na Folha de São Paulo)

MENSAGEM DE CLAUDIO LOTTENBERG, PRESIDENTE DA CONIB

Devido à entrevista que concedi à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, tenho recebido críticas e elogios.

Gostaria, com humildade e um sentimento de prestação de contas à comunidade – à qual me dedico desde a juventude -, comentar as críticas.

Primeiramente, desejaria enfatizar que as recebo com espírito democrático. Habituei-me, ao longo de minha trajetória profissional e comunitária, a aprender com opiniões contrárias.

Em segundo lugar, gostaria de destacar que, em algumas das críticas, é mencionado um suposto pedido de desculpas. Não fiz isso. Lamentei a linguagem utilizada pelo porta-voz. Achei-as deselegantes, pois criticaram o Brasil, o país como um todo, ao chamá-lo de irrelevante.

O porta-voz, como é hábito na diplomacia, poderia dirigir críticas a um governo e a sua política externa, não a um país, encampando toda sua história e toda a sua população.

E, ao recorrer à ironia, equivocou-se. É difícil e incômodo admitir, mas não há como tapar o sol com a peneira.
Suas declarações geraram mal-estar em diversos setores da sociedade brasileira. Não foi apenas no plano do governo federal.

Como presidente da Conib, tenho a responsabilidade de zelar por nossa comunidade e pela intensificação dos laços entre Brasil e Israel.

Gostaria de enfatizar também que não me afastei um milímetro das posições assumidas pela Conib desde o início do conflito. Reiterei sempre que não aceito a tese da desproporcionalidade, sustento o direito de Israel se defender e mantenho a crítica às últimas atitudes do Itamaraty, como expressam as notas divulgadas pela Conib.

De qualquer maneira, despeço-me agradecendo as sugestões e as críticas.

E diria ainda que, neste momento de desafios históricos, precisamos manter nossa coesão, sem abrir mão do exercício de crítica. Precisamos encarar a responsabilidade nas tarefas absolutamente fundamentais de defender o Estado de Israel e combater o antissemitismo. Fazemos tudo isso em nome de nossos filhos, dos filhos de Israel e de todo o povo judeu.

Claudio Lottenberg
Presidente da Confederação Israelita do Brasil

Conib exorta Brasil e Israel a preservar diálogo e compreensão mútua

bandeiras

A Confederação Israelita do Brasil lamenta profundamente os últimos episódios das relações diplomáticas entre Brasil e Israel, marcados por uma escalada de desentendimentos que contrasta com momentos históricos de importante cooperação mútua, como quando da criação do Estado judeu pelas Nações Unidas, em sessão presidida pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha em 1947.

Como representante da comunidade judaica brasileira, a Conib trabalha árdua e intensamente pela intensificação dos laços entre os dois países. E não abrirá mão de sua tarefa, apesar dos atuais momentos difíceis. Envidará todos os esforços a seu alcance para que os dois governos voltem a cultivar uma relação de respeito e compreensão mútua.

O Brasil é um exemplo de convivência pacífica e harmoniosa entre diversos grupos étnicos, culturais e religiosos. Que o modelo brasileiro sirva de exemplo para inspirar as lideranças do Oriente Médio que insistem no caminho da intolerância e do terrorismo. Clamamos por um cessar-fogo o mais breve possível e que abra as condições para uma pacificação efetiva da região, onde todos os povos possam viver em paz, harmonia, democracia e segurança.

CONIB REAGE A NOTA DO ITAMARATY

A Confederação Israelita do Brasil vem a público manifestar sua indignação com a nota divulgada nesta quarta-feira pelo nosso Ministério das Relações Exteriores, na qual se evidencia a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas.

Representante da comunidade judaica brasileira, a Conib compartilha da preocupação do povo brasileiro e expressa profunda dor pelas mortes nos dois lados do conflito.Assim como o Itamaraty, esperamos um cessar-fogo imediato.

No entanto, a lamentável nota divulgada pela chancelaria exime o grupo terrorista Hamas de responsabilidade no cenário atual. Não há uma palavra sequer sobre os milhares de foguetes lançados contra solo israelense ou as seguidas negativas do Hamas em aceitar um cessar-fogo.

Ignorar a responsabilidade do Hamas pode ser entendido como um endosso à política de escudos humanos, claramente implementada pelo grupo terrorista e que constitui num flagrante crime de guerra, previsto em leis internacionais.

Fatos inquestionáveis demonstram os inúmeros crimes cometidos pelo Hamas, como utilização de escolas da ONU para armazenar foguetes, colocação de base de lançamentos de foguetes em áreas densamente povoadas e ao lado de hospitais e mesquitas.

Também exortamos o governo brasileiro a pressionar o Hamas para que se desarme e permita a normalização do cenário político palestino. Lamentamos ainda o silêncio do Itamaraty em relação à política do Hamas de construir túneis clandestinos, em vez de canalizar recursos para investir em educação, saúde e bem-estar da população na Faixa de Gaza.

A Conib também lamenta que, com uma abordagem que poupa de críticas um grupo que oprime a população de Gaza e persegue diversas minorias, o Brasil mine sua legítima aspiração de se credenciar como mediador no complexo conflito do Oriente Médio.

Uma nota como a divulgada nesta quarta-feira só faz aumentar a desconfiança com que importantes setores da sociedade israelense, de diversos campos políticos e ideológicos, enxergam a política externa brasileira.

Mateus Solano vai a Israel, em ação da Conib e Ministério do Turismo de Israel

solanoO ator Mateus Solano e sua esposa, Paula Braun, visitarão Israel de 17 a 26 de junho, em ação conjunta da Conib e do Ministério do Turismo de Israel.

Eles terão um guia em português para cumprir roteiro em que Solano aprofundará o contato com suas raízes judaicas. Ele fez bar mitzvá, mas não conhece o Estado judeu.

No roteiro, visitas ao Muro das Lamentações, Yad Vashem, Museu de Israel, escavações arqueológicas, lugaressantos na Cidade Velha de Jerusalém, Massada, Mar Morto, deserto do Negev, Tel Aviv.

A Conib tem como uma de suas prioridades o trabalho de esclarecimento sobre judaísmo e Israel e o combate ao antissemitismo. A entidade busca promover viagens de formadores de opinião,como jornalistas, políticos, intelectuais e artistas, para conhecer a realidade israelense. A visita ao país tem se mostrado como um dos mecanismos mais eficientes para derrubar preconceitos e desinformação.

Com Dilma, Conib realiza terceiro encontro com pré-candidatos

Geral+2No terceiro da série de encontros com pré-candidatos à Presidência da República, a Conib recebeu na noite desta quarta-feira, 28 de maio, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff.

Participaram do jantar cerca de 80 convidados. Entre os presentes, o prefeito Fernando Haddad; o governador da Bahia, Jaques Wagner; a diretora do Instituto Lula, Clara Ant;  líderes da comunidade judaica, intelectuais e empresários.

O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, afirmou ser uma grande honra receber a principal mandatária do país e agradeceu-lhe por sua presença nas cerimônias do Dia Internacional do Holocausto. Ele externou preocupação com a intolerância e citou o recente atentado contra o Museu Judaico, em Bruxelas.  Falou também de seu desejo de construir no Hospital Israelita Albert Einstein a melhor faculdade de medicina do país, com o apoio de Dilma. 

A presidente disse estar preocupada com o avanço de partidos de extrema-direita no Parlamento europeu e ressaltou a importância para o governo de estar presente nas cerimônias do Dia do Holocausto desde 2006, com o ex-presidente Lula. Dilma destacou a forte presença da comunidade judaica em todos os setores da sociedade brasileira:intelectual, social, econômico, financeiro, comercial.

A presidente revelou que escreveu para líderes religiosos internacionais pedindo uma mensagem para a Copa do Mundo, e os primeiros a responder foram os rabinos-chefe de Israel. Ela entregou ao presidente da Conib uma cópia da mensagem, que fala sobre paz. 

A entidade já promoveu neste mês encontros com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB/Rede), mantendo sua tradição de ser pluripartidária.