Claudio Roberto Hirschheimer é eleito presidente da Chevra Kadisha

Hirschheimer e Meiches

Hirschheimer e Meiches

Foi eleita por aclamação, durante reunião do Conselho Deliberativo no último dia 19 de fevereiro, a chapa única que se candidatou para a gestão 2014-2017 da Chevra Kadisha.

Liderada por Claudio Roberto Hirschheimer, que presidiu o Deliberativo e ocupava uma das três vice-presidências na gestão anterior, tendo integrado ativamente as três gestões consecutivas de José Meiches, a nova diretoria executiva toma posse em 1º de abril, junto com os novos conselheiros dos órgãos Fiscal e Deliberativo.

“Agradeço pela confiança que me foi depositada para gerir a Chevra nos próximos três anos”, declarou Hirschheimer. Ao lado dele, estão: Mauro Zaitz, David Kluger e Jayme Melsohn, vice-presidentes; Marco Gandelman, secretário; Boris Ber, 1º secretário; Roberto Gheler, 1º tesoureiro; Luiz Gornstein, 2º tesoureiro; Milton Kochen, 1º diretor de patrimônio; e Luiz R. Hirschheimer, 2º diretor de patrimônio.

Segundo Meiches, que passa a ser presidente honorário e conselheiro vitalício da instituição, a nova Diretoria Executiva irá trabalhar apoiada num Plano Atuarial, tendo em vista a garantia de que a Chevra prestará seus serviços à coletividade judaica paulista para todo o seu futuro.

Anúncios

Chevra Kadisha completa 90 anos de atuação em prol da comunidade judaica paulista

Irrigaçao EmbuEm 2013, a Associação Cemitério Israelita de São Paulo – Chevra Kadisha completa nove décadas de existência.

Fundada em 23 de fevereiro de 1923, como Sociedade Cemitério Israelita, a instituição surgiu da organização das entidades Comunidade Israelita de São Paulo, Congregação Israelita “Askenazi” e “Synagoga” Centro Israelita, com o objetivo de administrar o primeiro cemitério israelita da capital, de Vila Mariana, criado então há três anos.

Hugo Lichtenstein foi o primeiro presidente e a diretoria era então constituída de dois membros de cada uma das três entidades fundadoras.

Atualmente, a Chevra Kadisha é comandada por uma equipe de diretores voluntários, que se dedicam em mandatos trienais.

Com uma gestão profissional e padrão exemplar de serviços, zela pelos rituais funerários da tradição judaica, sempre preocupada em não deixar de atender nenhum integrante do ishuv por falta de recursos, e cuida de aproximadamente 32 mil túmulos nos quatro campos santos israelitas – Butantã, Cubatão, Embu e Vila Mariana.

A Chevra também participa de forma efetiva da valorização da memória da história do povo judeu, promovendo e apoiando eventos importantes, como a Marcha da Vida, que ocorre a cada dois anos e culmina no monumento em homenagem às vítimas do nazismo, no Butantã, além das celebrações anuais do Yom Hashoá e do Kever Avot.

Vale destacar que o Cemitério Israelita de Cubatão foi tombado pelo patrimônio histórico do município em 2010, sendo constantemente fonte de pesquisas, livros e reportagens sobre as imigrantes polacas ali sepultadas, cuja lápide mais antiga data de 1924 e a mais recente, de 1966.

Monumento ButantaRecentemente, no Cemitério Israelita da Vila Mariana, hoje um local de preservação da memória judaica em São Paulo, a Chevra inaugurou um memorial histórico, na antiga Casa de Tahara, aberto ao público.

Por sua vez, o Cemitério Israelita do Embu possui uma área denominada Museu Aberto, que abriga sepulturas de integrantes do ishuv, cujos corpos, por motivos diversos, haviam sido enterrados em cemitérios não judaicos. Os vestígios foram recolhidos pela Chevra de cemitérios municipais e particulares do Estado, garantindo a mitzvá de oferecer uma sepultura judaica àqueles que não tiveram a oportunidade por ocasião do falecimento.
Cemit. CubataoDesde 2008, a Chevra se concentra na gestão do Fundo Perpétuo de Preservação, se precavendo contra o risco futuro dos campos santos se tornarem locais abandonados, como já acontece em alguns países da Europa e também nos Estados Unidos.

Para mais informações, visite o site www.chevrakadisha.org.br.

 

Monumento em memória às vítimas do nazismo, no Butantã, passa por restauração

Monumento às Vítimas do Nazismo, ButantãO Monumento em Memória às Vítimas do Nazismo, localizado no Cemitério Israelita do Butantã, passa atualmente por obras de restauração e reforma.

Palco de importantes eventos do ishuv, o monumento projetado pelo arquiteto Dan Antonio e erguido em 1974, em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial, é o centro da celebração da cerimônia de Iom Hashoá (Dia do Holocausto e do Heroísmo).

Todos os anos, centenas de estudantes de escolas judaicas acendem velas no local, que abriga urna com as cinzas dos judeus mortos no campo de concentração de Maidanek, Polônia.

A Marcha da Vida Regional, caminhada anual que precede a Marcha Mundial pelos antigos campos de concentração da Polônia e termina em Israel, também culmina no monumento, reunindo milhares de jovens todos os anos.

Segundo a Chevra Kadisha, instituição responsável pela administração dos cemitérios israelitas de São Paulo, as obras estão previstas para terminar no próximo mês de março, garantindo a realização dos respectivos eventos ainda neste semestre.

Cemitério do Butantã ganha centro de compostagem

O padrão de excelência alcançado pelos campos santos israelitas de São Paulo é resultado de um conjunto de ações permanentes de manutenção, limpeza, atendimento e segurança, entre outros.

A preocupação com o paisagismo, tão característico, é uma constante. Além do trabalho de jardinagem, a Chevra Kadisha vem investindo em melhorias que possam refletir de forma mais ampla na qualidade dos serviços.

Composteira cercada por muro de tijolos.

Nesse sentido, no último mês de março foi concluída a primeira área destinada à compostagem de restos vegetais oriundos da manutenção dos jardins, no Cemitério Israelita do Butantã.

Ecologicamente correta, a iniciativa contribui com o meio ambiente, pois evita o despejo de material orgânico em lixo comum, garante a qualidade dos insumos utilizados na manutenção dos jardins e ainda impacta na redução de custos.

Até o final deste ano, outros dois centros de compostagem devem entrar em operação.