Conib, Fisesp e CCJ realizam seder de Pessach com jornalistas da grande mídia

Na quarta-feira (23), a Conib, a Fisesp e o Centro de Cultura Judaica (CCJ) promoveram um seder (jantar cerimonial) de Pessach, tendo como convidados jornalistas da grande mídia.

As entidades judaicas abordaram os princípios da festa e explanaram sobre a estrutura institucional da comunidade judaica em São Paulo e no Brasil. Os comensais também debateram a contribuição judaica à democracia no País.

Participaram do evento – que aconteceu na sede do CCJ, em São Paulo – Roberto Nonato, da rádio CBN; Sérgio Gomes, diretor da ONG Oboré – Projetos Especiais em Comunicações e Artes e conselheiro do Instituto Vladimir Herzog; Carlos Brickmann, diretor do escritório Brickmann & Associados Comunicação e colunista do Diário do Grande ABC e do Observatório da Imprensa; Moysés Rabinovici, diretor do Diário do Comércio; e Bernardo Kucinski, escritor, ex-correspondente do jornal inglês The Guardian, ex-professor da USP.

A partir da esquerda: Carlos Brickmann, Bernado Kucinski e esposa, Jaime Spitzcovsky, Raul Mayer, Sergio Gomes, Alberto Milkewitz, Roberto Nonato, Liane Zaidler, Moysés Rabinovici e esposa

Anúncios

Agenda do dia

  • O Rabino Nilton Bonder volta hoje com o curso “O inconsciente de Gênesis”, onde explora os mistérios contidos no primeiro livro da Torá. Das 20h15 às 22h, no Centro de Cultura Judaica. Para realizar inscrição é necessário mandar um e-mail para secretaria@culturajudaica.org.br
  • Documentário "Hava Nagila" conta a história da tradicional canção judaica

    Documentário “Hava Nagila” conta a história da tradicional canção judaica

    O movimento juvenil Chazit Hanoar, Avanhandava e Colônia de Férias da CIP estão organizado uma sessão de cinema com o filme “Hava Nagila” com o objetivo de financiar o programa Shnat 2014. Às 21h, em evento fechado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. R$30, com direito a uma sobremesa no restaurante YESH! de comida Judaica. Inf.: guipasmanik@gmail.com

  • Último dia da Oficina Literária “Da Ideia brilhante rumo ao manuscrito”,  com Deborah Kietzmann Goldemberg – 2º módulo.  Das 10h às 13h, no clube A Hebraica. Inf.: (11) 3818-8888/8812 ou mande e-mail para espacosaber@hebraica.org.br.

Espanha promove a rede das suas “juderías” na cidade de São Paulo

A Rede de Juderías da Espanha e o Escritório de Turismo da Embaixada da Espanha apresentarão no próximo dia 25 de novembro, em parceria com o Centro da Cultura Judaica, os Caminhos de Sefarad, um roteiro pela Espanha judaica.

Uma delegação formada por autoridades e representantes das cidades da Rede vem ao Brasil com o propósito de apresentar à comunidade judaica de São Paulo o legado histórico e patrimonial que constitui suas raízes: os lugares onde viveram seus antepassados na Idade Média.

A Rede de Juderías da Espanha, criada em 1995 e hoje constituída por 24 cidades, tem como principal objetivo a defesa e valorização do patrimônio urbanístico, arquitetônico, histórico e cultural do legado sefardita, uma das identidades da nossa cultura e história. Atualmente, a Rede está presidida pelo Prefeito da cidade de Barcelona.

As “juderías” foram lugares onde conviveu a comunidade judaica na Idade Média. Durante anos sofreram o abandono provocado pela expansão das cidades mas, graças à iniciativa pública e privada, estes espaços foram totalmente reabilitados e hoje fazem parte do centro histórico de muitas cidades espanholas.

Cabe destacar a excelente oferta turística destas 24 cidades – Ávila, Barcelona, Besalú, Cáceres, Calahorra, Castelló d´Ampúries, Córdoba, Estella-Lizarra, Girona, Hervás, Jaén, León, Lucena, Monforte de Lemos, Oviedo, Palma, Plasencia, Ribadavia, Segovia, Sevilla, Tarazona, Toledo, Tortosa e Tudela-. Todas elas investiram entre 2008 e 2011 mais de 18 milhões de euros em projetos relacionados com as suas “juderías”.

Mais informações: Escritório de Turismo da Embaixada da Espanha. Elvira Viedma – Marketing e RRPP: elvira.viedma@tourspain.es / (11) 3704-2028

Guga Chacra palestra no Clube Sírio e no Centro de Cultura Judaica de SP

guga-chacraGuga Chacra, do O Estado de S. Paulo e Globo News, é um dos mais importantes jornalistas que cobrem o Oriente Médio. Ele viaja de Nova York a São Paulo hoje para dar duas palestras. A primeira, sobre a Guerra da Síria, será neste sábado, 19 de outubro, às 16h, no Esporte Clube Sírio, a convite da comunidade sírio-libanesa. Será aberta ao público e gratuita. Não há necessidade de inscrição e não preciso ser sócio para comparecer.

A segunda, sobre as relações do mundo árabe com Israel, organizada pela Confederação Israelita do Brasil, está marcada para a segunda-feira, dia 21 de outubro, às 20h, no Centro de Cultura Judaica. A palestrá encerrá o Ciclo “Israel e o Mundo”. As inscrições custam R$ 65 e podem ser feitas pelo telefone 30654349 ou no e-mail secretaria1@culturajudaica.org.br.

Na primeira, portanto, falará muito de Síria e, em menor escala, de Líbano. Na segunda, terá mais Israel e outros países árabes, como o Egito.

 

 

Conflito israelo-palestino é de narrativas históricas, não de essências, diz Michel Gherman, no ciclo “Israel e o Mundo”, em São Paulo

CCJ_Michel2[1]“Este é um tema assimétrico em relação a todos os outros cursos deste ciclo. Aqui, não se trata da relação de Israel com o outro distante, mas de um processo dolorido e difícil”, afirmou o historiador Michel Gherman, na abertura de sua palestra sobre a relação entre israelenses e palestinos, no ciclo “Israel e o Mundo”, dia 7 de outubro, em São Paulo.

“A lógica do confronto – sempre construída, nunca essencial – é a de duas perspectivas nacionais. É um conflito de narrativas, nascidas no âmago do próprio confronto e não da verdade histórica”, acrescentou Gherman.

O professor da UFRJ, que é mestre em Antropologia, analisou os nomes em hebraico e árabe de estações de trem e localidades na região de Jerusalém para mostrar de que forma as identidades se formam a partir de processos políticos determinados – o que não impede que os dois lados façam uma análise essencialista. Ambos se imaginamcomo povos da mesma região, e o debate de teor político, que motiva o conflito, ofusca os aspectos econômicos e religiosos.

Gherman fez uma análise histórica dos processos que levaram ao Acordo de Oslo, em 1993. Lembrou a euforia da vitória israelense, em 1967, que acabou com a percepção anterior, de um país cercado; a reação da população israelense à primeira Guerra do Líbano, em 1982, em que foram questionados os propósitos da luta; o apoio de Arafat a Saddam Hussein, na primeira Guerra do Golfo, em 1991, e o desmantelamento da União Soviética, que deixou os EUA em posição de supremacia.  E afirmou que, na primeira Intifada, em 1987, os palestinos se tornaram agentes históricos: “A revolta foi fundamental no processo de descobrimento mútuo, não só entre israelenses e palestinos, como também entre os próprios israelenses – o Exército não sabia como lidar com este tipo de inimigo”.

Diante do fracasso do processo de paz desde 1993, ele observa uma secularização dos palestinos na Cisjordânia e o fortalecimento de movimentos civis não violentos. Gherman é contra os movimentos de boicote a Israel, por que se negam a ver que “a sociedade israelense é complexa e não monolítica”. Critica os palestinos pela não aceitação, hoje, do diálogo, e também o governo de Israel, por construir uma “estratégia do medo” com relação ao Irã, que deixa em segundo plano não só o acordo de paz com os palestinos, como também questões sociais internas.

Para ele, a solução de dois estados é a única opção para Israel manter seu caráter democrático.

Em 14 de outubro, às 20 horas, o ciclo, parceriaentre a Confederação Israelita do Brasil e o Centro de Cultura Judaica, prossegue com a palestra “Israel e África”, com Omar Ribeiro Thomaz, especialista em História Social da África e professor da Unicamp. Sinopse: Serão discutidas desde as relações bilaterais entre Israel e diversos países da África até a recente onda de imigração a Israel de milhares de pessoas provenientes do Sudão e da Eritréia, considerada ilegal pelo governo israelense.

A curadoria do evento é do cientista social Daniel Douek.

O preço de cada palestra é R$ 65,00. Idade mínima: 18 anos.

As datas são 14, 21 e 28 de outubro, segundas-feiras. Horário: das 20h às 22h. Informações, no Centro da Cultura Judaica: secretaria@culturajudaica.org.br ou secretaria1@culturajudaica.org.br. Telefone: (11) 3065-4349/4337.