B’nai B’rith promove viagem para São Lourenço

De 2 a 6 de outubro, a B’nai B’rith de São Paulo promove viagem para São Lourenço. “Vamos repetir o sucesso de Poços de Caldas”, afirma Henrique Goldberg. Vale a pena conferir. Hospedagem com pensão completa no Hotel Sul América. Passeios, parques, próximo à Caxambu. Ônibus de luxo, com saída dia 2 de outubro, às 8h00 na porta da garagem do Clube A Hebraica. 

Informações e reservas com sr. Henrique, Roberta ou Cris, pelo telefone (11) 3082-5844. Se você já viajou com a B’nai Brith conhece o ambiente de fraternidade e alegria, se ainda não conhece venha ver o que estava perdendo e se divertir conosco. Lazer garantido.

 

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Jornada sobre Holocausto reúne 1200 educadores

A atualidade da mensagem passada através da história do Holocausto tem levado centenas de educadores a participar das Jornadas promovidas pelo Instituto Shoah de Direitos Humanos (ISDH), B’nai B’rith do Brasil e  LEER/Arqshoah – USP. 

Foi o que aconteceu dia 27 de julho na XXV Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto em Defesa da Cidadania e da Democracia. O auditório do Memorial da América Latina ficou lotado, com 1200 educadores, a maioria das escolas municipais.

O que os atrai? O atrativo está  “nos mecanismos, na linguagem para a construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna, onde a diversidade seja um valor e não um problema”, responde Abraham Goldstein, presidente nacional da B’nai B’rith.

“Para este ano escolhemos um tema atual e que nos diz respeito: Direito à Verdade. Direito à Memória. Assim, ajudando a reconstruir a história daqueles que foram vítimas da intolerância sem limites estaremos  ajudando nossos jovens a respeitar as diferenças, sejam elas étnicas, políticas ou ideológicas”, destacou a profa. Maria Luiza Tucci Carneiro, coordenadora do ISDH e da Jornada.

Kimberly Mann, diretora do Programa de Ensino sobre o Holocausto das Nações Unidas destacou que: “As lições do Holocausto são importantes para o mundo inteiro a fim de impedir futuros genocídios”. Ela coordena projetos educacionais nos 63 escritórios da ONU, um deles no Rio de Janeiro.

Sedi Hirata, em nome da USP, desejou um evento solidário e de convivência. “É preciso defender na democracia que cada grupo genético possa ter a sua especificidade e a partir dai crescer e cimentar um mundo de convivência solidária em paz”.

Para a Dra. Glenda Mezarobba, representante da Comissão Nacional da Verdade “há o dever de dar voz às vítimas”, uma conexão entre a verdade do Holocausto e o resgate dos fatos que a Comissão investiga sobre a violação dos direitos humanos no Brasil de 1946 a 1988.

Fábio Eon, oficial do setor de Programas de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil, trouxe o apoio da instituição. “Fico muito feliz de ver tantos educadores, interessados em abraçar essa causa”.

O vereador Gilberto Natalini lembrou que os campos de extermínio foram criados porque os nazistas queriam economizar as balas usadas para matar os judeus.  Ele, que foi preso político e hoje preside a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo parabenizou os professores empenhados em aprender “como criar consciência nas novas gerações para frear a barbárie”.

Ben Abraham, presidente da Associação Brasileira dos Sobreviventes do Holocausto, lembrou “presenciei as maiores atrocidades já praticadas por homem contra homem”, fazendo um apelo: ”conto com vocês educadores para que sejam nossos mensageiros alertando as novas gerações até onde um regime como o nazista, que chegou ao poder democraticamente,pode conduzir os destinos do mundo”.

Palestras, testemunhos de sobreviventes, trechos de filmes como “Escritores da Liberdade”, uma cena teatral contribuíram para dar uma ampla visão sobre o tema.

Carlos Fabbri, especialista em Relações Internacionais, do ISDH, destacou o racismo como fundamento essencial  da politica do estado alemão e mais: “O Holocausto escancarou as portas de um sistema estatal estruturado burocraticamente para matar nos moldes de uma indústria moderna”. Ania Cavalcante em Do processo de desumanização à Solução Final relatou como tudo aconteceu. Rachel Mizrachi coordenou a mesa Direito à Memória, com o depoimento do sobrevivente Tomas Venetianer. O revisionismo, que nega o Holocausto, e sua expressão através do cinema foi analisado por Luis Nazário. Marcio Toyanky abordou o extermínio dos ciganos.

O evento contou com o apoio da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, Sherit Hapleitá do Brasil, Secretaria de Estado da Cultura, Fundação Memorial, Cyrela, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de São Paulo.

Experiências aplicadas em sala de aula

Alunos da EMEF Des. Arthur Whitaker, da Vila Sônia, em São Paulo, encenaram trechos do filme O Menino do Pijama Listrado, finalizando com músicas sobre amor e respeito. Foram muito aplaudidos. Sua professora falou sobre o projeto desenvolvido pelos jovens. Professoras do Centro Municipal de Formação de Trabalhadores “Paulo Freire” de Porto Alegre relataram um programa conjunto com escolas alemãs. O evento contou com diversas exposições temáticas.

Ao ser entrevistada, uma profissional resumiu o sentimento de muitos professores do público: “Aos 37 anos percebi o muito que eu não sabia. A matéria do Holocausto não se associa só com os judeus, é muito mais do que isso, tem a ver com as pessoas, tem a ver comigo. Amei”.

Na visão do prof. Jacques Marcovitch, ex-reitor da USP, a XXV Jornada foi “um evento dedicado à construção de novas mentalidades, uma ponte entre a memória, a ação e o futuro”. Através da memória o evento propôs aos educadores ações para construir o respeito, a tolerância, e a convivência – uma concepção decorrente de pessoas que sofreram e querem um futuro melhor para todos.

XXV Jornada da B’nai B’rith

B’nai B’rith, em parceria com o Laboratório de Estudos da Etnicidade, Racismo e Discriminação da Universidade de São Paulo – LEER/USP, desenvolve, há dez anos, um programa educacional denominado ENSINO DA HISTÓRIA DO HOLOCAUSTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CIDADANIA, envolvendo a realização de uma Jornada para os educadores das escolas da cidade onde se estabelece, com o apoio da Secretaria Municipal da Educação e a sempre presença da Sherit Hapleitá (em lembrança das vítimas do Holocausto).

Estes educadores introduzem o tema da Jornada em suas escolas, procurando debater com os seus alunos questões relacionadas aos perigos da proliferação das idéias e atitudes racistas no mundo atual. São também incentivados a participar de um Concurso de Redação sobre temas correlatos à proposta de Educar para os Direitos Humanos. Os alunos, educadores e escolas ganhadoras são premiados em evento marcado para o mês de novembro.

A XXV JORNADA, este ano, tem o tema : HOLOCAUSTO : Direito à Verdade – Direito à Memória. A da série será realizada no próximo dia 27 de julho, no Memorial da América Latina, auditório Simão Bolivar, das 9 às 17hs,  com a presença de cerca 1.200 educadores e interessados no tema.

A americana Kimberly Mann, diretora do programa de Holocausto e Extensão da ONU abrilhantará o nosso encontro.

Viagem da B’nai B’rith para São Pedro: sucesso total

ViagemSPedro3AA“O Grande Hotel São Pedro está entre os melhores”, diz Henrique Goldberg, responsável pela área de viagens da B’nai B’rith São Paulo. Com a programação do segundo semestre pronta, Henrique fala do sucesso da viagem a São Pedro que reuniu 60 participantes. “O Hotel escola forma cerca de 1000 alunos por ano, a maioria dos quais vai direto para o mercado alemão. As instalações são de primeiro mundo. Todos gostaram e já perguntam sobre os próximos eventos”.

A programação contou com passeios, caminhada, cabalat shabat, compras e muita confraternização. Houve comemoração de aniversários, inclusive de 55 anos de casamento, tudo em um ambiente animado e caloroso, típico da B’nai B’rith. Vale a pena conferir com o sr. Henrique a programação para os meses de outubro e novembro, isso sem esquecer do réveillon.

Sessão Solene homenageia Heróis e Mártires do Holocausto

O Dia da Recordação dos Heróis e Mártires da II Guerra Mundial foi celebrado na Câmara Municipal de São Paulo com uma homenagem às vítimas e às pessoas que lutaram contra o nazifacismo, como soldados brasileiros de origem judaica que aderiram à causa, pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e sobreviventes do Holocausto.

A sessão solene foi um evento organizado pelo vereador Natalini (PV) e pelas entidades Sherit Hapleitá e B’nai B’ Rith do Brasil, e contou com a participação de alunos de escolas públicas, autoridades das Forças Armadas e sobreviventes do holocausto que moram no Brasil.

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B’nai B’rith participa de Conferência sobre Igualdade Racial

Ontem, cerca de 200 pessoas de diversas cidades do interior e litoral paulista participaram da Audiência Pública da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Integrantes das comunidades negra, cigana, árabe e judaica participaram do evento, organizado pelo gabinete da deputada Leci Brandão.

Em São Paulo, a conferência estadual será promovida pela Coordenadoria de Políticas para Negros e Indígenas da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania e Conselho Estadual do Negro

.A Conferência Estadual de São Paulo será realizada no final de agosto e a etapa nacional  de 4 a 7 de novembro de 2013, em Brasília. A B’nai B’rith esteve representada pela assessora de Direitos Humanos, Lia Bergmann, que participou como delegada eleita pela sociedade civil nas Conferências Nacionais de Promoção da Igualdade Racial  de 2005 e 2009.