Em São Paulo, Danny Ayalon trata da tradução ao português do projeto The Truth About Israel

Danny Ayalon com equipe do Beth El

Danny Ayalon (terceiro da direita para a esquerda) com equipe do Beth El

O político e diplomata israelense Danny Ayalon veio recentemente a São Paulo como convidado para a abertura da campanha de captação de recursos da Congregação Beth-El. Ayalon foi embaixador de Israel nos EUA, de 2002 a 2006, e vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, de 2009 a 2012.

Ele também veio promover o projeto The Truth About Israel, uma empresa sem fins lucrativos que busca educar e treinar sobre temas ligados a Israel, usando as mais recentes técnicas de relações públicas e de mídia para promover a imagem do Estado judeu e combater as campanhas de deslegitimação. Com as diretorias da Conib e da Fisesp, Ayalon tratou, entre outros temas, da tradução deste material para o português, prevista para ocorrer até o final de 2014.

Ayalon é conhecido por trabalhar intensamente com as redes sociais. Foi eleito pela Jewish Telegraphic Agency como o político israelense mais influente no Twitter, onde tem 31 mil seguidores. No Facebook, tem 53 mil seguidores.

Em encontro com a mídia judaica, o israelense elogiou a “força da comunidade judaica em São Paulo, muito bem integrada na sociedade maior e com um perfil religioso multifacetado”.

Congregação Beth-El oferece cursos de Hebraico, Talmud e Kabbalah

A Congregação Beth-El, em São Paulo, promove o judaísmo contemporâneo, integrando a espiritualidade através da religião, educação e cultura, em um extenso calendário de atividades, por meio de cursos e rituais ao longo do ano, em um espaço aberto a todos e liderado por Iehuda Gitelman. A congregação divulgou os cursos de 2014 que já estão com inscrições abertas: 

“Causa judaica é justa”, diz Caio Blinder em debate sobre Judaísmo e Jornalismo, em São Paulo

Caio Blinder e Jaime Spitzcovsky têm vários pontos em comum em sua carreira como jornalistas. Um deles: ambos foram editores de Mundo da Folha de S. Paulo. Outro: ambos assumem, enquanto jornalistas, sua origem judaica. Esse foi o ponto de partida para o debate “Judaísmo e Jornalismo”, promovido pela Conib em parceria com a Congregação Beth-El, que levou, na noite de 11 de novembro, cerca de 200 pessoas à sede da Beth-El, em São Paulo.

Em curta visita ao Brasil, Blinder também falou na capital federal: na noite chuvosa de 9 de novembro, ele atraiu mais de 100 pessoas para a Associação Cultural Israelita de Brasília, onde abriu “A cabeça de um jornalista e o quebra-cabeças do Oriente Médio”, evento realizado em parceria com a Conib. Ele também falou de sua larga experiência na vida comunitária judaica em São Paulo e nos EUA.

Caio Blinder participa do programa Manhattan Connection, da GloboNews, desde seu início, em 1993, é colunista de VEJA.com, da Tribuna Judaica e correspondente da rádio Jovem Pan em Nova York. Jaime Spitzcovsky, coordenador de Relações Institucionais da Conib, é jornalista e palestrante. Integra o Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP. Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Moscou e em Pequim.

“Mesmo em posições de comando, como na editoria de Mundo da Folha, assumi minha origem judaica”, disse Blinder em São Paulo. “Nunca vi nisso nenhum problema ético-profissional, pois a causa judaica é justa. Sempre colaborei com a imprensa judaica, desde o suplemento Campus, da Resenha Judaica, em 1975”.

Spitzcovsky lançou então a pergunta, que “muitos aqui talvez queiram fazer”: ‘ A mídia é anti-Israel e antissemita?”. Para Blinder, “há uma preocupação das direções de jornalismo – seja na Globo, na Veja ou na Folha – em não serem partidárias. Assim, vejo certas reações da comunidade judaica como exageradas”.

Para Spitzcovsky, estas reações podem ser explicadas por “fatores históricos e atávicos”. Ele observou que as empresas de jornalismo são apartidárias, mas também são indústrias. “O chefe de redação é cobrado duplamente – pela qualidade e pelo resultado comercial. Uma foto impactante gera mais tráfego. No conflito entre Israel e Hamas, uma foto dos efeitos da guerra em Gaza terá mais impacto que uma foto de Sderot [cidade israelense na fronteira]”.

Ele acrescentou: “Há mais fatores em jogo, na mídia brasileira: 1) o elemento ideológico: o sentimento antiamericano é mais arraigado que o antissemitismo; 2) incompetência; 3) defeitos perversos – exemplo: noticiar sobre a Colômbia apenas fatos ligados ao narcotráfico”.

Para Blinder, existe outro ponto que serve para colocar o foco em Israel: o acesso à informação que, “em Gaza, era muito maior do que na Síria hoje, por exemplo”.  Independentemente disso, há para ele, no Brasil, “um excesso de interesse por Israel”, que Spitzcovsky explicou pelo fato de as notícias serem trazidas pelas agências internacionais, com um “viés anglo-saxão ou francês”.  Ele lembrou ainda a estratégia palestina de luta no campo das comunicações – dada a impossibilidade de vitória no campo militar -, cujos “primórdios” remontam ao voto que equiparou sionismo e racismo, na ONU, em 1975. Blinder acrescentou: “Os palestinos refinaram o uso de imagens e estão dando uma importância maior à desobediência civil. Isso é um desafio complexo para Israel”.

O comentarista do Manhattan Connection nota um crescimento do “jornalismo conservador” no Brasil, com posições pró-Israel, para as quais pede a atenção da comunidade judaica, pois podem ser apenas “ativismo para se opor à esquerda brasileira”.

A plateia pediu aos debatedores que comentassem o caso Tatá Werneck. Blinder disse que a reação da comunidade judaica talvez tenha sido exagerada, mas “os judeus costumam reagir com mais humor que outros grupos de pressão”. Para Spitzcovsky, a Conib precisa estar atenta ao “pulsar” da comunidade. “Nossa reação é também uma estratégia de prevenção. Por outro lado, os judeus devem ser dogmaticamente a favor da liberdade de expressão”.

Os dilemas do jornalismo contemporâneo – empregos em queda, instabilidade, papel das redes sociais – também foram abordados. Para Blinder, “estamos no meio de um furacão, e ainda não é possível antever o que virá”. Spitzcovsky diagnosticou uma “desintegração das estruturas clássicas, e um jornalismo que se atomizou – na produção e na recepção”. O lado bom: “Há abundancia e acesso fácil à informação”. Blinder completou: “A pulverização pode ser positiva, por aumentar o número de denúncias”.

“Mas são necessários filtros, pois o mercado pedirá critérios”, ponderou ele. A grande questão é: “Quem pagará por estes filtros?”, completou Spitzcovsky.

 

Caio Blinder e Jaime Spitzcovsky debatem dia 11 de novembro em São Paulo o tema “Judaísmo e Jornalismo”

Jaime Spitzcovsky

Jaime Spitzcovsky

No ano em que Israel completa 65 anos e no contexto das campanhas de deslegitimação que o país vem sofrendo, a Confederação Israelita do Brasil e a Congregação Beth-El, em São Paulo, promoverão no dia 11 de novembro um debate entre Caio Blinder e Jaime Spitzcovsky, com o tema “Judaísmo e Jornalismo: Desafios, Ética e Preconceito”. A apresentação será do rabino Iehuda Gitelman.

Caio Blinder

Caio Blinder

Caio Blinder participa do programa Manhattan Connection, da GloboNews, desde seu início, em 1993, é colunista de VEJA.com, da Tribuna Judaica e correspondente da rádio Jovem Pan em Nova York.

Jaime Spitzcovsky, coordenador de Relações Institucionais da Conib, é jornalista e palestrante. Integra o Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP. Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Moscou e em Pequim.

O evento ocorrerá às 20 horas, na sede da Congregação Beth-El, em São Paulo. A entrada será permitida somente com confirmação antecipada de presença, via bethel@bethelsp.org.br

Mariano de Beer, presidente da Microsoft Brasil e VP da Câmara Brasil Israel participa do evento “Jovens do Beth El”

Mariano de BeerMariano de Beer, vice presidente da Câmara Brasil Israel de Comércio e Indústria e atual presidente da Microsoft Brasil, será o convidado do encontro “Jovens Beth El”, que acontece no dia no dia 22 de outubro, às 19h30, na Congregação Beth El (Rua Caçapava, 105 / 1o andar), onde falará sobre  sua vida e carreira.

Em sua bem sucedida trajetória profissional, Mariano de Beer passou por importantes empresas brasileiras.  Na Telefônica, onde ingressou  em 1998, no momento em que a empresa havia sido privatizada, atuou em diversas posições até chegar a ser CEO. Foi também presidente da Unidade Corporativa da Vivo e CEO da unidade de educação do grupo RBS — um importante grupo de comunicação que age no sul do Brasil. Em agosto deste ano foi convidado a assumir a presidência da subsidiaria da Microsoft no país.

Sua vasta experiência e moderna visão de negócios também contribuem de forma significativa para as atividades da Câmara Brasil Israel, onde Mariano atua como vice presidente voluntário desde 2008.

O evento “Jovens Beth El” busca proporcionar o diálogo entre os jovens e personalidades da comunidade e da sociedade em geral. Em setembro, o grupo recebeu o presidente do Grupo Suzano, David Feffer.

Para a entrada no evento é necessário confirmar presença antecipadamente pelos telefones: (11) 3231.2065 / (11) 3256.1246 ou pelo email: bethel@bethel.org.br.