Seminário Israel-Palestina reúne universitários em SP

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Representantes de movimentos juvenis judaicos

O Seminário Israel-Palestina: Narrativas em Jogo reuniu 60 universitários de São Paulo, Rio de janeiro e Porto Alegre, dia 10 de novembro, na sede da B’nai B’rith Brasil.

Organizado pelo Fórum 18, teve como objetivos aproximar os jovens dos acadêmicos e propiciar o debate trazendo pessoas com  ideias muito diferentes, relatou Daniel Douek.

Para o presidente Abraham Goldstein, a B’nai B’rith Brasil é muito sensível à realidade e aos desafios da comunidade, em especial dos jovens em interpretar as várias narrativas sobre o Oriente Médio e a questão de Israel e dos palestinos. “Depende do ponto de vista, não há narrativas absolutamente certas, ou absolutamente erradas”.

Na primeira mesa, falaram sobre o tema “20 Anos de Oslo: Perspectivas para o Futuro”,  Mohamed Habib, professor titular de Ecologia da Unicamp, onde foi Coordenador de Relações Internacionais e Pró-Reitor. Foi também vice-presidente do ICArabe, e Samuel Feldberg, das Faculdades Integradas Rio Branco.

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Mohamed Habibe e Samuel Feldberg

Habib disse acreditar em um acordo de paz entre israelenses e palestinos a longo prazo (50 anos), ou quando o petróleo não influir mais no Oriente Médio. Em curto prazo considera que o governo de Israel e sua política quanto aos assentamentos impede o processo de paz. Destacou a educação para a paz e as iniciativas reunindo crianças e jovens israelenses e palestinos, na  construção de um futuro melhor almejado por ambas as sociedades. Ao final do debate, contou estar emocionado: “Estes jovens vão comemorar a paz”.

Samuel Feldberg foi mais pessimista, sem visualizar solução para o conflito, devido inclusive à falta de um interlocutor que represente todas as facções palestinas. Citou a Primavera Árabe como responsável pelo conflito deixar de ser destaque na mídia, inserindo-se em um dos diversos embates travados no Oriente Médio.

Em seguida, Luiz Edmundo Moraes (UFRRJ) abordando o Antissionismo e Antissemitismo, considerou: “Alguns setores da nossa esquerda tendem a responsabilizar todos os judeus por estas políticas de direita [do governo israelense] simplesmente por serem judeus. E essa naturalização de que ser judeu  implica em defender um programa político específico é um motivo típico do antissemitismo”.

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Abraham Goldstein e Mohamed Habib

Uma novidade na programação do Fórum, a mesa “Como os Movimentos Juvenis enxergam o Conflito Israelo-palestino” suscitou amplo debate. Contou com representantes do Habonin Dror, Hashomer Hatzair, Bnei Akiva e Chazit Hanoar/Avanhandava e participação de João K. Miragaya, do site Conexão Israel, por videoconferência.

Finalizando, Michel Gherman ao falar sobre Identidade  Judaica e Sionismo, disse acreditar na necessidade urgente de uma revolução no  sionismo, na sociedade israelense e na relação entre Israel e Diáspora. 

Sam Osmo, da B’nai B’rith, lembrou que este é o terceiro seminário em São Paulo, já foram realizados um no Rio de Janeiro e outro em Porto Alegre. Radiante com os resultados, parabenizou os jovens organizadores, concluindo: ”Cada evento traz novos desafios”.

 

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